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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Uma carta para o desespero

Ultimamente tenho me sentido extremamente vazia e a minha cabeça só tem foco para coisas confusas e, muitas vezes, coisas ruins.
Ando me sentindo tão triste que ninguém consegue compreender o que sinto. Acho que nem eu sei mais o que tenho.
Parece que atravessaram uma faca no meu coração e tão rodando ela para ver quando vou começar a gritar e o quanto ainda vou sangrar.

Não paro de pensar em coisas que me deprimem. Em coisas que a possibilidade de tê-las seja zero ou então a probabilidade de não as vez nunca mais seja de 100%.
Não paro de pensar no amor e no quanto tenho um puta azar com ele em todos os aspectos.
Não paro de pensar em pessoas felizes e que tem sonhos tão vivos - não as "invejo" (não acredito em inveja e nestas babaquices que nossa querida sociedade tanto fala) - mas fico realmente contente por ver os sonhos delas virando realidade de um jeito tão especial.


Há oito anos atrás, quando concluí meus estudos, achava que a minha vida seria uma coisa tão maravilhosa e tão perfeita que nada iria destruir o meu "mundo de cristal" que inventei na minha cabeça.
Achava que iria ter um emprego maravilhoso, estaria formada, teria muito dinheiro, iria viajar ao exterior e a todos os países que tanto almejava ir e estas coisas assim que a gente fantasia na cabeça quando está se formando no ensino médio.


No fim NADA deu certo, destruiram o "meu mundo" brutalmente, deixaram só as cinzas e hoje em dia estou assim: amarga.
Jamais imaginaria ter 25 anos e estar tão morta como me sinto nos ultimos anos. Acho que estou um pouco deprimida e acredito que preciso com urgência de uma terapia.
Este ano completo 26. Fico me pensando se não conseguir realizar nenhum destes objetivos o que farei: morrer ou enlouquecer.
Cheguei em um ponto, que consegui adquirir uma gastrite que está me destruindo.
Consigo compreender o ponto de vista das pessoas quando elas dizem que cada um de nós nesta vida temos um fardo para carregar, só que não aguento mais levar tanta coisa ruim, eu não aguento mais correr atrás dos meus pouquíssimos sonhos que quando chego tão perto eles voam.

Eu não aguento mais ser tão forte, enquanto por dentro estou tão podre que tudo fede.
Não aguento mais ser dura.
Não aguento mais as pessoas que não acreditam nos meus sonhos, que não acreditam em mim e daquelas que debocham de meus objetivos.
Não agüento mais comparações com os outros. Comparações com o mundo.
Eu não aguento mais conselhos. Não aguento mais vocês que vivem um mundo por DINHEIRO e não pela sua felicidade.
Estou cansada de gastar dinheiro, de gastar o meu espírito e de ficar queimando os meus olhos a cada entrevista de emprego que vou e tomo um "não" ou "vou te ligar".
Não aguento mais trabalhar em uma coisa que me fere tanto e me deixa me sentindo a pessoa mais INCAPAZ deste mundo. Tem dias que me sinto um LIXO no meu emprego e sinto vontade de morrer.
Estou cansada dos meus últimos 08 anos e destes 365 dias que tem sido IGUAIS e por mais que faça das minhas tripas coração para que eles mudem, tudo continua o mesmo.
Eu não aguento mais explodir e chorar nos momentos indevidos.
Estou cansada e tão infeliz de gostar de pessoas tão interessantes e tão envolventes que vão embora por diversas circunstãncias, que me deixam e que me deixam com um rombo tão grande no peito que me dá vontade de morrer e de arrancar o coração e o cérebro fora, para justamente esquecer que elas passaram na minha vida.
Isto é um daqueles desabafos que não faria, mas hoje o dia foi tão ruim e a minha vida anda tão preta, que só quero botar para fora uns 20 por cento do que ando sentindo.

Pena que a gente não pode arrancar os nossos sentimentos e exibi-los como fotografia, pois senão mostraria como estou horrível.
A Maria Cláudia está morta.
Pontuo.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Um retrato para o meu último amor.



Provavelmente você foi uma das coisas mais interessantes que mexeram com a minha cabeça e no "meu mundo" nos últimos dias.
Você foi aquele empurrão que tanto precisava para poder dar uma mudada na minha vida e principalmente, em mim.
Foi você quem me fez voltar a me arrumar, a me valorizar, a mostrar para o mundo aquilo que tenho de melhor… aquilo tudo que fiz questão de ignorar durante alguns anos e que estava me destruindo.


Foi com você também que senti aquela agradável sensação das “borboletas no estômago” quando você me abraçava, quando ouvia o som da sua respiração e quando sentia as batidas do seu coração.


Você conseguiu amolecer meu coração de pedra e conseguiu me deixar mais leve, acabar com o mau humor e ver como o amor pode ser interessante. O amor nos deixa ridiculos e isto é a graça dele.


Você me fez ficar mais confiante e não importa no que seja: você me reergueu e me deixou muito mais forte para tomar decisões e me focar nos meus planos.
Agora tudo acabou.... mas quero te agradecer de coração por todo bem que você fez por mim: você me trouxe somas. Você me trouxe de volta.
Não sei se um dia vou te reecontrar, mas desde já te agradeço por tudo, meu amor.


Esta foto de hoje é apenas para você,
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