Sinto muita falta de 2004.
As pessoas dizem que quem vive de passado é museu. Então, eu sou um e eu gosto de lembrar dos bons momentos, para tentar afastar o amargo e o frio da vida atual.
2004. Como eu realmente volta e meia gosto de relembrar deste ano. Na minha mente sempre tem aquela magia daquele ano, das pessoas daquela época, da primavera, verão, outono, inverno e dos sorrisos. Principalmente deles.
Eu sinto tanto a falta de cada particularidade daquelas pessoas e o que me corrói por dentro é como sinto falta de cada uma delas, do cheiro do croissant de calabreza com queijo, o aroma do café bem- fresquinho, da correria das pessoas, dos amores, daqueles professores "altamente insportáveis" [haha, adolescente é tão retardado], daquelas flores que caiam das árvores, dos brotos que nasciam na primavera, do ônibus com os amigos e principalmente da ausência de ocupações e preocupações. Da esperança e do melhor.
Da loucura do vestibular, de realmente acreditar que a sua vida após o ensino médio vai mudar, e pra melhor, de cada plano e da preocupação para o passo mais decisivo e mais planejado da sua vida, a faculdade.
Dos seus amigos que foram embora para o exterior e te fizeram chorar tanto, que parece que levaram um pedaço seu junto e que até hoje continuam te amando verdadeiramente como há exatos 6 anos atrás.
A coisa que eu sinto mais falta, foi daquela manhã de Dezembro, onde eu sabia claramente que absolutamente TUDO mudaria. Do último abraço, dos pedidos de desculpa e dos amigos.
O nó que dá na garganta em relembrar cada um destes momentos e saber que algumas coisas destes momentos ainda estão tão vivas que mantem uma chama bem fraquinha de esperança para poder tentar tocar a vida para frente.
As coisas não tem sido fáceis neste últimos seis anos. Eu gosto tanto de relembrar do verão, do calor do verão.